Sérgio Ruy diz que Estado não pode dar aumento melhor na Comissão de Segurança da Alerj
21/10/2009
O secretário estadual de Planejamento, Sérgio Ruy Barbosa, e o subsecretário de Fazenda, George Santoro, foram sabatinados pelos deputados da Comissão de Segurança Pública da ALERJ, no dia 19 de outubro último. O objetivo da audiência pública era ouvir dos secretários justificativas para o reajuste de 5% aos integrantes da secretaria de Segurança Pública: PMs, bombeiros e policiais civis. Após cinco horas sendo bombardeado com perguntas dos representantes de classe e dos parlamentares, Sérgio Ruy disse que "infelizmente, no momento, não temos como dar um aumento melhor". O deputado Luiz Paulo Correa da Rocha (PSDB) disse que o Estado não tem problemas de caixa. Segundo ele, vamos fechar 2009 com 6 bilhões no cofre do tesouro estadual. Em 2008, houve um excesso na arrecadação de 3 bilhões. Os argumentos dos secretários de que não há dinheiro não procede, informou Luiz Paulo, vice-presidente da Comissão de Orçamento.

Já o presidente do SINPOL, Fernando Bandeira, lembrou que o reescalonamento salarial não foi implantado. Falou que o efetivo pequeno prejudica as investigações, deixando de apontar autorias de crime para a Justiça julgar. Bandeira sugeriu à Comissão que propusesse ao governo a revisão ou retirada da mensagem da Alerj, retornando à Casa com um reajuste melhor que atendesse os policiais civis e demais integrantes da Segurança Pública.

Presidida pelo deputado Wagner Montes (PDT) a Comissão de Segurança conta com os deputados Paulo Ramos (PDT), Flávio Bolsonaro (PP), Délio Leal (PMDB), (Rodrigo Dantas (DEM) e Geraldo Moreira (PTN).

Em 2008, os servidores da Segurança Pública receberam 8% de reajuste em setembro. Os policiais civis também ficaram descontente, sobretudo porque a Geat (Gratificação Especial de Atividade) foi retirada do contracheque em 2001 e mantida para PMs, bombeiros e delegados, gerando uma insatisfação muito grande dos agentes com o governo Sérgio Cabral.
Para compensar esse reajuste ínfimo, o governo vai conceder uma gratificação de R$ 350 aos policiais que se inscreveram nos cursos de capacitação, aprimoramento ou reciclagem.
A Assembléia Legislativa do Rio (Alerj) só vai votar o projeto em definitivo após a audiência da comissão de orçamento no próximo dia 28 de outubro. Na primeira votação, o projeto dos 5% recebeu 59 emendas e saiu de pauta. Além de um reajuste maior, os policiais e parlamentares também exigem que o pagamento seja válido a partir de maio e não outubro.
Voltar
Imprimir