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    História do SINPOL
    SINPOL nasceu na greve de 1993

    O Sindicato dos Policiais Civis – SINPOL foi fundado em 23 de março de 1993, sendo registrado no Ministério do Trabalho em 3 de novembro deste mesmo ano. Surgiu no bojo de manifestações de rua e greves sob a liderança de Fernando Bandeira e outros companheiros que lutavam por salários dignos, plano de carreira, aumento do efetivo, entre outras reivindicações.


    Desde a década de 70 a luta da categoria foi marcada pela forte reação ao arrocho salarial imposto a todos os trabalhadores tanto da iniciativa privada como pública, pelos sucessivos governos militares que se revezaram no poder após o Golpe de Estado de 1964. Em conseqüência dessas lutas foi fundada em 1978 a Coligação dos Policiais Civis – COLPOL, considerada o embrião do sindicato da categoria. Nesse ano, Bandeira, inspetor concursado da polícia civil desde 1974, com outros companheiros, liderou o movimento contra o plano que reduzia os vencimentos dos policiais civis. Em conseqüência do movimento foi aprovada a lei 256/79 que representou o início do escalonamento vertical. Entretanto, logo a seguir veio o rebaixamento salarial e em resposta, a criação do COLPOL.


     Muito importante para a categoria foi a Lei 699/83 de autoria de Fernando Bandeira, eleito Deputado Estadual pelo PDT em 1982. A Lei teve o mérito de estabelecer a hierarquia salarial, vinculando os vencimentos dos policiais civis aos dos delegados (escalonamento vertical). Dessa forma, o detetive, por exemplo, passou a ganhar 45% do que recebia o delegado enquanto o escrivão e o inspetor papiloscopista, 60%. Todos foram beneficiados inclusive os aposentados e pensionistas. Foi a época em que os policiais tiveram os melhores vencimentos, o que durou até o governo Moreira Franco. Essa lei estipulava ainda que o efetivo da polícia civil deveria ser de 23.000 homens, compatível com a população do Rio da época.


    A década de 90 foi marcada por muita mobilização e greves, como as de 1993, quando foi derrotado o plano do governo de reajustar em 16% somente os salários dos delegados numa época em que a inflação era altíssima, penalizando todos os trabalhadores. Pela Lei 1458/89 o governo do Estado foi obrigado a estender o reajuste a toda a categoria. Dessa jornada de greves e das assembléias de rua lideradas por Fernando Bandeira, nasceu o Sindicato dos Policiais Civis – SINPOL, antiga aspiração da categoria.


    De início a entidade teve uma diretoria provisória eleita em assembléia, tendo sido estabelecido, com o voto contrário de Bandeira, que haveria eleição definitiva apenas quando o número dos associados chegasse a três mil. No final de 1998 essa exigência foi retirada através de assembléia que alterou os estatutos marcando eleição para mandato de quatro anos. Na primeira eleição direta para a presidência do SINPOL, ocorrida 1999, a chapa liderada por Bandeira foi eleita com 67% dos votos.


    O SINPOL iniciou suas atividades numa pequena sala na Rua da Relação, Centro. Com a ampliação de seu quadro social, já dispondo de assessoria jurídica e contábil e novos equipamentos, alugou um conjunto de salas com auditório e instalações mais confortáveis, na Av. Henrique Valadares, nº 3, sobreloja, Centro.


    Para deixar de pagar aluguel o SINPOL ocupou nos anos 2004 e 2005 um casarão antigo, reformou-o de acordo com os padrões do Corredor Cultural do Centro, de propriedade da Empresa Rio-Trilhos, com notificação aos órgãos competentes. Perdeu a sede no final de 2005, conseguindo, no entanto retomar o imóvel por ato assinado em dezembro de 2006 pela governadora Rosinha Matheus, que não foi, no entanto, respeitado pelo atual governo.


    Durante o governo de Sérgio Cabral o SINPOL lutou pela recuperação da sede que reformou na Rua da Relação nº 3, onde deu expediente por um ano (2005). Várias ações na Justiça se encontram em andamento visando recuperar o imóvel cedido em comodato pela governadora Rosinha e denunciado na gestão Sérgio Cabral.