POLICIAIS FAZEM VITORIOSA PASSEATA PELA RIO BRANCO E ATO PÚBLICO NA CANDELÁRIA E CINELÂNDIA
04/02/2006
Mais de 700 policiais marcaram presença na vitoriosa passeata dos policiais civis, no dia 31 de janeiro último, que saiu da Candelária com destino à Cinelândia, ocupando as pistas da Av. Rio Branco. Se o governo do estado já tivesse atendido à categoria com a aprovação do projeto de reescalonamento salarial, talvez o carioca não precisasse passar por grandes congestionamentos no trânsito com engarrafamentos na Av. Brasil, Leopoldina e Ponte Rio-Niterói, na tarde do protesto por melhores salários. Somos o segundo pior salário da Federação, perdendo apenas para o Estado da Paraíba.

Além das centenas de companheiros das diversas delegacias da capital, Baixada e interior do estado, os aposentados e pensionistas também participaram da caminhada. Registramos também as presenças do deputado Jair Bolsonaro, do Russo, assistente de palco do Faustão, e de Cleyde Prado Maia, mãe da adolescente Gabriela, assassinada no Metrô da Tijuca, em 2004.

O SINPOL enviou E-mails à secretária – chefe do Gabinete Civil, Roseli Peçanha, ao secretário de Segurança Pública, Marcelo Itagiba, e ao chefe da Polícia Civil, Álvaro Lins, pedindo urgentemente o atendimento às reivindicações da classe policial, cujo projeto encontra-se parado no Palácio Guanabara, há quase três meses.

Caso o governo do estado continue embromando a categoria, os policiais vão radicalizar o movimento: no ato público do próximo dia 15, no Largo do Machado, às 13h, a tiragem fará uma passeata até o Palácio e permanecerá em suas dependências até que o pleito seja atendido. O projeto de reescalonamento foi encaminhado ao governo pelo Sindicato e prevê um reajuste médio de 60% nos salários dos policiais civis, com a mudança do índice de cálculo dos cargos que vão do auxiliar de necropsia, passando pelo inspetor e oficial de cartório policial, até o perito criminal – no topo da carreira.

A passeata contou com o apoio de vários sindicalistas do Movimento Sindical do PDT e da Nova Central Sindical de Trabalhadores, e ainda com a ajuda da Federação e do Sindicato dos Vigilantes do Rio, que cederam o caminhão de som, duas kombis e os dirigentes sindicais daquelas entidades.





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