Toma posse novo chefe de polícia Allan Turnowski

28/04/2009

Alvos de Turnowski serão homicídios, corrupção e milícias

Numa posse muito concorrida na Acadepol no dia 22/4, o delegado Allan Turnowski substitui o delegado Gilberto Ribeiro na Chefia de Polícia Civil do Rio de Janeiro. Disse que vai combater as milícias, os desvios de condutas na corporação e os homicídios, anunciando a criação da Divisão de Homicídios que vai intensificar procedimentos básicos de investigação.



- As primeiras 48 horas são cruciais para pelo menos pegar a linha da motivação do crime. Esta é a nossa meta, garante o novo chefe. Abaixo, trecho final do discurso de Turnowski:

“Só para citar alguns exemplos: vamos criar a subchefia operacional, que valorizará a área operacional da Polícia Civil, que assim passa a ter uma representação na cúpula da instituição. Esta subchefia terá também a missão de integrar a atuação da Polícia Civil com outras instituições, tanto para a copa do mundo como no planejamento das olimpíadas de 2016.

Vamos criar a Divisão de Homicídios. Este crime é prioridade de minha gestão.

E mais: tendo como exemplo o trabalho de nosso secretário quando ele ainda trabalhava na Polícia Federal, a corregedoria de polícia terá uma missão suporte do mais alto nível, visando o controle dos desvios de conduta na instituição.

Os dois últimos temas (homicídio e corrupção) estão diretamente ligados à questão da milícia neste estado, que deve ser tratada com prioridade máxima, pois é o embrião de problemas de soberania, já vividos em outros países. Na área de gestão precisamos tratar dos números estatísticos da Polícia Civil. Seja para cumprir metas internas, seja para dar transparência aos resultados.

O planejamento precisa de dados, informação disponível, e isso vão ganhar uma atenção especial. Nosso maior desafio vai além de bons resultados. Sei da capacidade da minha instituição. Mas o grande desafio será transformar os resultados em sensação de segurança para a população.

E o futuro aponta para a união de forças, para a integração possível, respeitando sempre as características e as atribuições de cada instituição. Precisamos somar com todos os órgãos atuantes na área da segurança pública: Polícia Militar, Polícia Federal, Defensoria Pública, Ministério Público, Poder Judiciário, prefeituras e Governo Federal.

Ouso dizer que precisamos de algo mais, quem sabe, de um grande pacto de um compromisso com nosso estado e nossa capital. Um compromisso entre polícia, sociedade civil, imprensa e os poderes constituídos. Se andarmos na mesma direção, tenho certeza, vamos resgatar, passo a passo, a condição de cidade maravilhosa do Rio de Janeiro.”